Canções, com frequencia, me capturam e me põem a trabalhar.
Aconteceu, mais uma vez, ontem, quando ouvi "Como dois e dois",
composição de Caetano Veloso, cantada por Roberto Carlos.
Pensei na letra, na música, na interpretação do cantor e... caí na psicanálise, e... na rede.
Pois, o efeito seguinte, foi a decisão de iniciar a atividade que, há tempo, vinha gestando.
Emergiu o nome do blog e o viés através do qual desejava tratar o meu tema: a psicanálise.
Somar dois e dois e encontrar cinco, está quase certo, ou, completamente errado.
Posição incômoda, muito familiar ao sujeito que procura a psicanálise.
A canção, belíssima, talvez um soul, tem uma letra meio enigmática, repleta de antíteses
e, contextualizada, parece remeter à posição de Roberto Carlos diante da ditadura militar.
No entanto, a arte fica e os tiranos vão e, hoje, ninguém vai pensar em militares ao ouví-la.
Mas, o que mais me intrigava era esta curiosa parceria entre Caetano Veloso e Roberto Carlos.
Lembrei-me da estranhesa que ela provocou, a princípio, quando veio a público.
Roberto Carlos, um cantor de multidões, romântico, rei de uma música feita para o consumo fácil.
Caetano Veloso, um artista revolucionário, complexo, profundo, quase hermêtico em sua linguagem.
E a parceria era perfeita: canções lindas e interpretações emocionantes.
Lembrei-me de Lacan e de sua Topologia, especialmente, de uma figura: a banda de Moebius.
Uma estrutura topológica que dá conta de um espaço contínuo e não-orientado.
Para o psiquismo não há dentro ou fora, profundo ou superficial.
A presença de Roberto Carlos junto a Caetano Veloso faz uma torção na imagem do Rei.
O mesmo acontece com Caetano Veloso: o que se pensava dele fica retorcido.
A partir daí, o direito e o avesso passam a se encontrar em continuidade, numa margem única
composição de Caetano Veloso, cantada por Roberto Carlos.
Pensei na letra, na música, na interpretação do cantor e... caí na psicanálise, e... na rede.
Pois, o efeito seguinte, foi a decisão de iniciar a atividade que, há tempo, vinha gestando.
Emergiu o nome do blog e o viés através do qual desejava tratar o meu tema: a psicanálise.
Somar dois e dois e encontrar cinco, está quase certo, ou, completamente errado.
Posição incômoda, muito familiar ao sujeito que procura a psicanálise.
A canção, belíssima, talvez um soul, tem uma letra meio enigmática, repleta de antíteses
e, contextualizada, parece remeter à posição de Roberto Carlos diante da ditadura militar.
No entanto, a arte fica e os tiranos vão e, hoje, ninguém vai pensar em militares ao ouví-la.
Mas, o que mais me intrigava era esta curiosa parceria entre Caetano Veloso e Roberto Carlos.
Lembrei-me da estranhesa que ela provocou, a princípio, quando veio a público.
Roberto Carlos, um cantor de multidões, romântico, rei de uma música feita para o consumo fácil.
Caetano Veloso, um artista revolucionário, complexo, profundo, quase hermêtico em sua linguagem.
E a parceria era perfeita: canções lindas e interpretações emocionantes.
Lembrei-me de Lacan e de sua Topologia, especialmente, de uma figura: a banda de Moebius.
Uma estrutura topológica que dá conta de um espaço contínuo e não-orientado.
Para o psiquismo não há dentro ou fora, profundo ou superficial.
A presença de Roberto Carlos junto a Caetano Veloso faz uma torção na imagem do Rei.
O mesmo acontece com Caetano Veloso: o que se pensava dele fica retorcido.
A partir daí, o direito e o avesso passam a se encontrar em continuidade, numa margem única
que apoia, justamente, o paradoxo que associa a clareza ao enigma
Assim, o ato do encontro dos artistas fala muito mais a nós, em nossa dupla inscrição
consciente/inconsciente, do que podemos supor ao nos comovermos com a beleza da canção.
Assim, o ato do encontro dos artistas fala muito mais a nós, em nossa dupla inscrição
consciente/inconsciente, do que podemos supor ao nos comovermos com a beleza da canção.
